MATRIZ E FILIAIS: ESTRATÉGIAS PARA MANTER A SINERGIA DO GRUPO

Autores/as

  • Ana Paula Santos Resende UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA (UNOESTE)
  • Flavia Natalia Duarte UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA (UNOESTE)
  • Lechan Colares-Santos UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA (UNOESTE)

DOI:

https://doi.org/10.24325/issn.2446-5763.v4i12p196-212

Palabras clave:

Estratégia; Matrizes e Filiais; Teoria de Agência.

Resumen

O Brasil, país de dimensões continentais, apresenta em seu vasto território características distintas que impactam direta e indiretamente no perfil da demanda, além de diferentes infraestruturas que determinam estratégias distintas de acordo com a região nas qual está instalada cada unidade de negócio. Tal cenário exige das organizações o desenvolvimento de diferentes unidades de negócios para suprir a demanda de cada região. Nesse sentido, esse estudo buscou contribuir com as empresas que se enquadram nesse cenário, identificando quais são as os custos que as organizações incorrem para atender as necessidades de cada região brasileira e ao mesmo tempo que garantem que os membros da empresa estejam sincronizados com os mesmos objetivos, unidos na mesma sinergia. O estudo adotou uma abordagem qualitativa, subsidiada por pesquisa exploratória e de campo, realizada por meio de entrevista face a face com supervisores de empresas que se enquadram no cenário estudado. A fundamentação teórica foi baseada na Teoria de Agência. Os resultados demonstram que os custos gerados para manter sinergia entre matrizes e filiais tem relação com os custos de transação, nomeadamente para Teoria da Agência como monitoramento e incentivo. A limitação do estudo reside na impossibilidade de generalização dos achados, uma vez que a amostra consiste em apenas duas empresas. Este artigo tem uma ampla plataforma teórica para futuras pesquisas, sendo possíveis novas descobertas por intermédio de pesquisas aprofundadas em empresas que apresentam esse modelo de negócio.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

ANDRADE, A.; ROSSETI,J. P. Governança corporativa: fundamentos, desenvolvimento e tendências. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
AZEVEDO, P. F. Integração vertical e barganha. 1996. Tese (Doutorado em Economia) - Universidade de São Paulo, São Paulo, 1996.
BARTLETT, C.; GHOSHAL, S. Tap your subsidiaries for global reach. Harvard Business Review, novembro-dezembro, 1986, 87-94.
BARZEL, Y. Measurement cost and the organization of markets. The Journal of Law and Economics, v.25, p. 27-48, 1982.
BARZEL, Y. A theory of organizations to supersede the theory of the firm. 2001.
BIASOLI, A., A pesquisa em psicologia análise de métodos e estratégias na construção de um conhecimento que se pretende científico In.: Diálogos Metodológicos sobre a prática da pesquisa. Ribeirão Preto: Legis Summa,1998
CAMPOS, C. J. G.. Método de análise de conteúdo: ferramenta para analise de dados qualitativos no campo da saúde. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 57, n. 5, p.611-614, Set/Out 2004.
CARDOSO, R. L.; MARIO, P. C.; AQUINO, A. C. B. Contabilidade gerencial – mensuração, monitoramento e incentivos. São Paulo: Atlas, 2007.
CLEGG, S.. Handbook de estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 2004.
COSTA MARQUES, M. C. C.; CONDE, M. F. Teoria da sinalização e da agência. CROC – Revisores & Empresas, jul./set. 2000.
DIEHLL, A.; TATIM, D. Pesquisa em ciências sociais aplicadas: métodos e técnicas. São Paulo. Pearson Prentice Hall, 2004.
DUBRIN, A. J. Fundamentos comportamento organizacional. S/L: Cengage Learning Editores, 2003.
EISENHARDT, K. M. Agency theory: an assessment and review. The Academy of Management Re- view, v. 14, n. 1, p. 57-74, Jan. 1989.
EISENHARDT, K. Building Theories from Case Study Research. The Academy of Management Review, v. 14, n. 4, p. 532-550, out. 1989b.
FAMA, E. F., JENSEN, M. C. Agency ploblems and residual claims. Journal of law and economics, v. 26, n. 2 , p. 327-349, June 1983.
FAMA, E. F.; JENSEN, M. C. Agency Problems and Residual Claims. Journal of Law and Economics, v. 26, n. 2, p. 327-349, June 1983b.
GODOY, A. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. In: Revista de Administração de Empresas - RAE, v.35, n.2, mar./abr., 1995, p.57-63.
GONG, Y. Subsidiary staffing in multinational enterprises: agency, resources, and performance. Academy of Management Journal, v. 46, p. 728-739, dec. 2003.
HART, O. D. Incomplete contracts and the theory of the firm. In: WILLIAMSON, O. E.; WINTER, S. G. (coords). The nature of the firm. New York: Oxford University, 1991.
HENDRIKSEN, E. S.; VAN BREDA, M.F. Teoria da contabilidade. Tradução de Antônio Zoratto Sanvicente. São Paulo: Atlas, 1999.
HOLMSTROM, B. (1979). Moral hazard and observability. The Bell Journal of Economics, 10(1), 74-91.
JESEN, M. C.; MECKLEIN, W. H. Theory of the firm: managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, v.3, p. 305 – 360, 1976.
JESEN, M. C.; MECKLEIN, W. H. The nature of man. Journal of applied corporate finance, v. 7, n. 2, p. 4-19, 1994.
JESEN, M. C.; MECKLEIN, W. H. Specific and general knowledge and organizational structure. Journal of applied corporate finance, v. 8, n.2, p. 251-274, 1995.
KLEIN, B.; CRAWFORD, R. G.; ALCHIAN, A. A. Vertical integration, appropriable rents and the competitive contracting process. The Journal of Law and Economics, v. 21, n. 2, p. 297-326, out. 1978.
LIBERATORE, M. J., & LUO, W. (2010). Coordination in consultant-assisted is projects: an agency theory perspective. Transactions on Engineering Management, 57(2).
LORENZEN, M. Information cost, learning, trust: lessons from co-operation and higherorder capabilities amongst geographically proximate firms. DRUID Sumer Conference [Working Paper, no 98-21]. Copenhagen: Copenhagen Business School, Denmark (1998).
MONTANA, P. J.; CHARNOV, B. H. Administração. São Paulo: Saraiva, 2001.
NEVES, S.; VICECONTI, P. E. Contabilidade básica e estrutura das demonstrações financeiras. Frase Editora, 2004, p. 317.
NKOMO, S. M.; COX JR., T. Diversidade e Identidade nas Organizações. In CLEGG, S.; HARDY, C.; NORD, W. Handbook de Estudos Organizacionais, São Paulo, ed. Atlas, 1999.
NUNES, A. A. Concessão de Opções a Funcionários: um Problema Contábil. Contabilidade Vista e Revista, v. 19, nº 1, p. 109/129.
PIANA, M. C. A construção do perfil do assistente social no cenário educacional [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. 233 p. ISBN 978-85-7983-038-9. Available from SciELO Books.
PIRES, J. C. S.; MACEDO, K. B. Cultura organizacional em organizações públicas no Brasil. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, 2006.
PONDÉ, J. L. (1993). Coordenação e aprendizado: Elementos para uma Teoria das Inovações Institucionais nas Firmas e nos Mercados. Dissertação de Mestrado, IE/UNICAMP, Campinas.
PONDÉ, J.L. (1996). Coordenação, Custos de Transação e Inovações Institucionais. Texto para Discussão nº 38, IE/UNICAMP
POSNER, E. A. Agency models in law and economics. John M. Olin Law & Economics Working Paper. N° 92, série 2.2000.
ROSA, M. V. F. P. C.; ARNOLDI, M. A. G. C. A entrevista na pesquisa qualitativa: mecanismos para validação dos resultados. Autêntica Editora, 2008. 107 p.
SCHERMERHORN Jr, J. R.; HUNT, J. G.; OSBORN, R. N. Fundamentos de comportamento organizacional. Porto Alegre: Bookman, 1999.
SCHULER, R.; DOWLING, P.; CIERI, H. An integrative framework of strategic international human resource management. The International Journal of Human Resource Management, 4, 4, 1993.
SHAPIRO, S. P. (2005). Agency theory. Annual Review of Sociology, 31, 263-284.
VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
WILLIAMSON, O. E. The economic institutions of capitalism: firms, makets, relational contracts. New York; The Free, 1985.
WILLIAMSON, O. E. (1994). Strategizing, Economizing, and Economic Organization. In: RUMELT. R., SCHENDEL, D. e TEECE, D. Fundamental Issues in Strategy.Harvard Business School Press, 1994.
WILLIAMSON, O. E. The mechanisms of governance. New York; Oxford University, 1996.
WOOD JR, T.; PICARELLI FILHO, V. Remuneração estratégica: a nova vantagem competitiva. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004.

Publicado

2018-12-18

Cómo citar

Resende, A. P. S., Duarte, F. N., & Colares-Santos, L. (2018). MATRIZ E FILIAIS: ESTRATÉGIAS PARA MANTER A SINERGIA DO GRUPO. South American Development Society Journal, 4(12), 196. https://doi.org/10.24325/issn.2446-5763.v4i12p196-212

Artículos más leídos del mismo autor/a

Artículos similares

> >> 

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.